sábado, 21 de novembro de 2015

As 7 doenças que estão matando nossa humanidade

Nem toda superstição é religiosa, e uma das superstições mais perigosas de nosso tempo nada tem de mística. Ela consiste na crença de que o desenvolvimento da sociedade sempre é algo positivo, e que na busca pelo progresso deixamos para trás apenas o que é obsoleto.

Sete das mentes mais criativas dos últimos tempos atacaram essa superstição. É verdade, a tecnologia e a evolução dos costumes podem transformar nossas vidas aqui na Terra em um paraíso. Mas é possível que nesse processo deixemos para trás algumas das condições necessárias para uma vida plena, feliz e amorosa – uma vida com sabedoria, em outras palavras. Se desejamos rumar até o paraíso, precisamos saber distingui-lo do inferno. Para sete pensadores, nossa sociedade está na enferma, e eles diagnosticaram as sete doenças que a acometem.

1- A ESPETACULARIZAÇÃO DE NOSSAS VIDAS
Em 1967, o filósofo francês Guy Debord escreveu A Sociedade do Espetáculo, em que propõe que no mundo moderno somos induzidos a preferir a imagem e a representação da realidade à própria realidade concreta.

Para Debord, as imagens, apenas sombras do que existe, contaminaram nossa experiência cotidiana, levando-nos a renunciar à vivência da realidade tal como ela é. Toda a vida em sociedade virou um acúmulo de espetáculos individuais e coletivos, tudo é vivido apenas enquanto representação perante os outros. Compartilhar status, instagrams, tweets: os palcos e as plateias mudaram, a encenação ficou cotidiana. Há, assim, um gradual empobrecimento das relações humanas. Isoladas, as pessoas tornam-se intimamente mais inseguras, e portanto mais fragilizadas. Essa fragilização torna os indivíduos mais influencíaveis e facilmente manobráveis. [...]

2- A MENTIRA ENQUANTO NARRATIVA
O filósofo e neurocientista norte americano Sam Harris escreveu em 2013 o livro Lying (Mentindo), na verdade um ensaio em que ele demonstra que a mentira é o pecado que pavimenta todos os demais pecados da modernidade.

Dizer tudo é relativo é um slogan ultrapassado. Agora, tudo é narrativa, e passamos a acreditar que não há nenhum fato que não possa ser redefinido como uma forma de narrativa do protagonista. Após séculos identificando Deus como A Verdade e o diabo como O Pai da Mentira, a sociedade atual encara o conceito de “verdade” com ironia e ceticismo. O relativismo moral é uma mentira cuidadosamente elaborada para que ela própria pareça uma verdade. [...]

3- O PROTAGONISMO
O produtor britânico Adam Curtis idealizou o documentário The Century of the Self (O Século do Eu). Nessa obra imperdível (disponível aqui legendado), ele demonstra como a publicidade utilizou as teorias psicológicas sobre o funcionamento da mente humana para tentar manipular o desejo do público e induzir todos ao consumo.

As redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter e Tumblr só querem uma única coisa de nós: que as utilizemos cada vez mais, que as tornemos uma parte indispensável de nossa vida. E o que fazem para isso é criar espaços em que podemos construir nossa imagem pessoal perante os outros de forma que pareçamos protagonistas de uma narrativa interessante. O protagonismo estimulado pela nossa sociedade torna, subjetivamente, todas as outras pessoas meros coadjuvantes de nossa história pessoal. [...]

4- AS RELAÇÕES LÍQUIDAS
Muito já se falou da teoria do sociólogo polonês Zygmunt Bauman sobre a sociedade líquida. Por “líquida” entende-se uma sociedade em que não há papeis sociais rígidos nem certezas sólidas. Tudo, portanto, é fluído e não somos obrigados a assumir um compromisso duradouro com qualquer papel social ou pessoa.

Que emprego escolher, com quem nos casar, que estilo de vida adotar: não há qualquer orientação sobre o que é certo e errado diante de duas escolhas, e tudo o que nos é dito é que temos total liberdade para decidir. O problema é que cada escolha por um caminho implica na renúncia de outro, e disso irremediavelmente surgem dúvidas e a sombra do arrependimento. [...] O resultado são indivíduos acometidos de ansiedade constante, inseguros, fragilizados. E pessoas fragilizadas são mais facilmente influenciáveis. [...]

5- A FALTA DE TEMPO
Em Mal-estar na atualidade, o psicanalista brasileiro Joel Birmanalerta que a racionalização das práticas sociais usurpou dos indivíduos o controle do seu tempo. A forma como utilizamos nosso tempo pessoal está cada vez mais sendo pré-determinada pelas demandas sociais, impondo que vivamos em um frenesi initerrupto.

Hoje em dia, estamos sempre super atarefados. A sociedade nos seduz com o sonho de sermos protagonistas de nosso espetáculo privado, mas o caminho para esse sonho está ladrilhado com tarefas, microtarefas e toda espécie de atividade que exige nossa constante atenção. Isso consome praticamente todo o nosso tempo desperto. [...]

6- O HIPERCONSUMISMO
O filósofo francês Gilles Lipovetsky cunhou o termo hiperconsumo. Seríamos, neste momento da história, não meros consumidores, mas hiperconsumidores. Em uma estrutura na qual o crescimento econômico depende do consumo crescente da população, estamos todos inseridos numa dinâmica social baseada na compra contínua. Se pararmos de consumir febrilmente, há um colapso da economia.

Não há nada de essencialmente errado com o consumo. O mercado de consumo tem sim seus espaços legítimos de atuação. Porém, a partir de 1970, segundo Lipovestky, ingressamos na fase do hiperconsumo. Trata-se de uma fase essencialmente subjetiva, pois os indivíduos desejam adquirir objetos não pela sua utilidade ou necessidade, mas para aliviarem sua ansiedade de aceitação e integração na coletividade. [...]

7- A IRONIA
“Não se engane, a ironia nos tiraniza”, vaticinou o escritor americano David Foster-Wallace em seu ensaio E Unibus Pluram. E seu alerta precisa ser levado a sério.

Ironia consiste essencialmente em querer dizer coisa distinta daquela que está sendo expressamente dita, causando o efeito de humor. Portanto, a ironia flerta com a mentira e, ao lado do conceito de narrativa, é outra forma eficaz de deteriorar socialmente o valor da verdade em nossa sociedade. Mas a ironia é ainda mais nociva, pois não para seu trabalho corrosivo por aí – a ironia mina a própria capacidade do indivíduo vivenciar e expressar socialmente sentimentos verdadeiros e significativos. [...]

Leia esse artigo escrito por Victor Lisboa na íntegra no blog Tempo de Consciência

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sábado, 17 de outubro de 2015

O dia em que Lisa Simpson abandonou o evangelho



No seriado os Simpsons, toda a famosa família é protestante e frequenta a Primeira Igreja de Springfield, pastoreada pelo reverendo Lovejoy, exceto a filha mais velha Lisa Simpson, que é budista. Lisa é a filha que todo pai gostaria de ter, ela é carismática, educada e inteligente, além de muito boa em matemática, física, astronomia, medicina, história, geografia, ciências e biologia. Toca sax profissionalmente, é super preocupada com questões ambientais e ainda é vegetariana. Algo de errado com ela? Não! Lisa é a pessoa da família Simpson que mais reflete Jesus em suas atitudes, porém ela não crê em Jesus, não vê em Cristo o Deus encarnado que morreu por amor a humanidade e que ensinou aos seus seguidores a amar como Ele amou.

Em João 13:34 Jesus diz ao seus discípulos: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros“.

Nem a Lisa, nem eu, nem você vimos o Cristo pessoalmente, mas a forma que temos para crer nEle é o encontrando nas atitudes dos seus seguidores. Quando eu me torno seguidor de Cristo, devo através das minhas ações tornar Cristo real para os outros.

Lisa nasceu em um lar cristão, até que um dia, mais precisamente no episódio “Uma questão de fé”, ela se decepciona com atitudes dos seguidores de Jesus e resolve conhecer o templo budista da cidade. Ter nascido em um lar cristão e ter frequentando a igreja desde pequena não foi suficiente para ela conhecer o Cristo verdadeiro, pois à sua volta não havia ninguém que imitasse Jesus em suas atitudes.

O seu pai, Homer Simpson, apesar de ser presente e ir à igreja todos os domingos, não possui as características de um seguidor de Jesus. Homer é um péssimo funcionário, vive em discórdia com o seu vizinho Ned Flanders, é invejoso e tem dificuldade de confiar em Deus, sua escapatória para as crises sempre é o Bar do Moe e as cervejas, e nunca o Cristo e sua palavra.

Bart, apesar de ser muito amigo de Lisa e também ir à igreja todos os domingos, é um péssimo aluno, vive infernizando a vida da vizinhança, e adora bater nos colegas nerds.

Seu vizinho, Ned Flanders, é um religioso fervoroso e legalista, porém mentiroso, vive em conflito com os outros e já tentou seduzir a senhora Simpson (Marge).

O próprio pastor da igreja, reverendo Lovejoy, é um homem que demonstra pouco conhecimento da palavra. Tem uma esposa que é considerada a maior fofoqueira de Springfield e sua filha é uma das piores crianças da cidade.

Esse é o cenário em que Lisa Simpson cresceu, ela já ouviu falar muito de Cristo, mas não o viu de forma real na vida dos outros. No episódio ao qual me referi no início do texto (Uma questão de fé), Lisa se decepciona com a igreja quando vê uma doutrina capitalista ser implantada e o culto ser vendido ao maior empresário da região, que dita a forma como as coisas devem ser dali pra diante. Ela abandona a igreja e em oração pede a Deus que mostre um novo templo para que ela possa adorá-lo. Eu sei que estou falando de um desenho animado, mas tanto eu quanto você sabemos que isso não está tão distante da realidade.

Quantas igrejas se vendem hoje em dia, deixam de anunciar a verdade do evangelho para pregar um mundo onde o TER se torna mais importante do que SER? Quantas igrejas chegam ao ponto de cederem o púlpito para que políticos façam o apelo por votos? Dessa forma, a busca por Deus se torna uma busca por poder, dinheiro, cura e milagres.

Qual tipo de pais temos sido? Um pai honesto que ensina o filho no caminho da fé ou simplesmente um hipócrita, que na igreja é uma coisa e em casa outra?

Que tipo de vizinho temos sido? Aquele que é bem visto e querido por todos, ou aquele que não se relaciona, que perturba a vizinhança e vive em dissidência com todos da rua?

Que tipo de cristão nós temos sido?

Fomos chamados para ser Sal e Luz nesse mundo. O sal serve para dar sabor à carne, portanto ser sal do mundo serve para dar o sabor de Cristo ao mundo. Ser luz é apontar a claridão para as pessoas, e não simplesmente virar o holofote para si e se achar o mais abençoado de todos.

Em Mateus 5:16 Jesus disse: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus“.

Nossa vida deve brilhar à luz de Cristo. Nossas obras devem apontar para Jesus e, assim, através de nós, Jesus se tornar real e verdadeiro na vida dos vários e várias “Lisas Simpson” que cruzam o nosso caminho.

Euriano Sales - Minha Vida Cristã

sábado, 5 de setembro de 2015

Um estudo sobre a palavra “vinho” na Bíblia


Que tipo de vinho Deus recomenda?

Existem várias palavras na Bíblia que são traduzidas como vinho ou bebida forte:

Oinos: vinho embriagante ou vinho doce (puro suco da uva)
Yaín: vinho embriagante ou vinho doce (puro suco da uva)
Shekar: bebida embriagante
Tyrosh: vinho fresco recém-espremido da uva; o puro suco da uva

Algumas pessoas pensam não haver vinho não fermentado. Porém, isso não procede. A Enciclopédia Judaica, por exemplo, declara que o vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat (vinho de tonel).[1] Em Lamentações 2:12, fala-se de um vinho (yaín) como alimento de bebês de colo; tal vinho só poderia ser o puro suco da uva.

O escritor e filosofo grego Aristóteles utiliza a palavra oinos para descrever o suco fresco da uva.[2] Ateneu, escritor grego nascido no Egito, fala sobre vinho (oinos) sendo pego no campo.[3]

Yaín (heb.) e oinos (gr.) são palavras genéricas que significam todos os tipos de vinhos que existem, sejam os embriagantes ou os não fermentados. Logo, para identificarmos quando está se tratando de um ou de outro tipo de vinho, deve-se, sobretudo, avaliar o contexto literário e o contexto social da época. Mas voltemos à pergunta principal: Qual o tipo de vinho abençoado por Deus?

Só há um tipo de vinho que é bênção do Senhor: tyrosh, o puro suco da uva recém-espremida. Isaías 65:8 diz: “Assim diz o Senhor: Como quando se acha vinho (tyrosh) num cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção (bêrakah) nele...” Bêrakah, além de “bênção”, quer dizer: “louvor a Deus”, “prosperidade”, “acordo de paz”.

Em Provérbios 3:10, tyrosh aparece como símbolo de bênção e prosperidade: “E se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de vinho (tyrosh) os teus lagares.” Também em Deuteronômio 11:14: “Darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal e o vosso vinho (tyrosh) e o vosso azeite.”

Todos os vinhos embriagantes e as demais bebidas fortes são tidas como mortíferas (Pv 23:29-32) ou alvoroçadoras (Pv 20:1; Ef 5:18) e impróprias para o consumo daqueles que seguem a sabedoria e a justiça (Pv 23:20, 31, 32 e Pv 31:4).

Provérbios 23:29 e 30 afirma que os “ais”, os “pesares”, as “pelejas”, as “queixas”, as “feridas sem causa” e os “olhos vermelhos” são para dois tipos de pessoas: os que se demoram perto do vinho e para os que buscam (chaqar) o vinho misturado (nesse caso, o embriagante).

A palavra hebraica chaqar, além de “buscar”, também significa “pesquisar”, “analisar”, “investigar”, “procurar”, “esquadrinhar”, “examinar detalhadamente”; em outras palavras, todos aqueles males listados no versículo 29 também são para os que procuram consumir bebida embriagante.

Avaliando esses termos e aspectos da Palavra de Deus, fica fácil concluir que, quando a Bíblia afirma: “O vinho (yaín) que alegra (samach) o coração do homem...” (Sl 104:15), ou: “...come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho (yaín)”, ou coisas semelhantes, está se referindo ao puro suco da uva (tyrosh), pois é neste que habita a alegria verdadeira e a bênção do Senhor.

(Gabriell Stevenson, Apologética XXI)

Referências:
[1] Sanh, 70a
[2] Aristóteles, Metereologia, 387.b.9-13
[3] Ateneu, Banquete, 1.54

sábado, 18 de abril de 2015

Sábado, saúde e longevidade


Adequação ao plano de Deus

Um ano após a proclamação da república francesa, em 20 de setembro de 1793, um matemático chamado Gilbert Romme apresentou sua proposta para um calendário totalmente novo. Foi posto em prática durante 13 anos e é conhecido como o “Calendário Revolucionário Francês”. Cada mês tinha 30 dias, divididos em três décadas (semanas) de 10 dias cada uma. Cada dia “métrico” estava dividido em 10 horas que tinham 100 minutos de 100 segundos cada um. Os 10 dias da década chamavam-se: primidi, duodi, tridi,quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonidi edécadi. O décadi era o dia de descanso dos trabalhadores. Esse calendário tinha características marcadamente antirreligiosas e passou a se basear apenas nos fenômenos da natureza. A revolução desejava retirar todo e qualquer vínculo com as coisas de Deus na vida dos franceses.

O povo francês teve grande dificuldade para se adaptar ao novo calendário, especialmente à semana de 10 dias. A produtividade diminuía ao final da longa “semana” e os problemas de saúde física e mental aumentavam. O projeto foi abolido em 1805. O povo não aguentava mais!

Os historiadores mencionam muitos calendários fracassados, utilizados por povos ao longo da história. Existiram as “semanas” de três dias (Bascos), de quatro dias (Nigéria), de cinco dias (União Soviética), de seis dias (África Ocidental), de dez dias (China, Egito, França), de treze dias (Maias e Astecas), entre outras. Por isso é considerado que a semana (de sete dias) seja o agrupamento de dias mais persistente de todos os calendários da história. Deus nos criou e nos condicionou para um ciclo de sete dias. Muitos médicos afirmam que no sábado o efeito de certos medicamentos e o resultado de cirurgias são menores que o esperado. O corpo humano está preparado para “descansar”.

Descanso semanal

“Em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx 20:11). Deus descansou no sétimo dia, depois de completar o trabalho da criação. O verbo hebraico “descansar” vem da mesma palavra sábado (shabbat). Esse fato mostra como o sábado faz parte do processo da criação e o descanso que ele realmente oferece.

Jesus disse que “o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27), e não devemos nos esquecer de que o sábado é um dia para nosso benefício. É para reflexão e deleite dos dons maravilhosos que Deus nos deu. É um tempo para contemplar a bondade de Deus. Esse dia é um sinal perpétuo para reconhecermos Seu amor. As boas-novas do sábado são que, ao guardá-lo, não só falamos a respeito do “descanso em Cristo”, mas, de modo muito real e tangível, expressamos esse descanso, mostrando que confiamos nas obras de Cristo por nós, e não em nossas próprias obras como meio de salvação.

Além de todos os benefícios espirituais, o sábado nos provê um tempo para que nos afastemos das labutas, tensões e fadigas da semana. É o meio que Deus tem para nos permitir descansar, relaxar, acalmar-nos e desprender-nos. O sábado provê uma forma de obter o descanso de que o corpo e a mente precisam tão frequentemente.

“Os que fazem grande esforço para realizar tanto trabalho em determinado tempo, e continuam a trabalhar quando seu juízo lhes diz que deviam descansar, jamais lucram. Estão vivendo de capital emprestado. Estão gastando a energia vital de que necessitarão num tempo futuro. Seu tempo de necessidade chegou, mas os recursos físicos estão esgotados. Todo aquele que viola as leis da saúde, em algum tempo sofrerá perda, em maior ou menor escala” (Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 397, 398).

Jesus nos convida dizendo: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt 11:28-30). O descanso que Jesus oferece é mais que apenas físico. É descanso para o ser. Precisamos experimentar o descanso completo que Cristo nos oferece. Um sono profundo basta para o descanso físico. Umas férias podem nos dar descanso emocional. Mas onde podemos encontrar descanso espiritual, alívio para os assuntos mais profundos do coração?

Jesus está pronto a dar descanso espiritual a todos os que forem até Ele, oferecendo a libertação da dor e da culpa. Podemos descansar na promessa de que somos aceitos por Deus devido às obras perfeitas de Jesus e, certamente, não por nossas próprias obras defeituosas. Por Sua graça e o poder transformador do Espírito, os cristãos podem se render a Jesus, e Ele lhes dará o verdadeiro descanso.

A glória de Deus como alvo

O Dr. Robert M. Johnston, em seu livro La Vida Espiritual: Experimentando a Jesucristo Como Señor, pergunta: “Por que devemos nos ocupar de corpos destinados a morrer”? E a resposta do Dr. Johnston implica tanto em oferecer as condições físicas adequadas para ser habitado pelo Espírito Santo, como em alcançar eficácia no propósito missionário de testemunhar do valor da vida cristã.

Cristãos que desfrutam de saúde corporal, “saúde nos ossos” serão os melhores agentes da construção de um mundo de paz, onde habita a integridade física, moral, social e espiritual. Para isso, devemos apresentar “nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12:1), ou seja, devemos oferecer a Deus o melhor que podemos tanto em qualidade como em extensão de vida. Bom seria que a descrição dos dias finais de nossa existência terrena pudesse ser como a de Moisés, após 120 anos de vida: “...não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor” (Dt 34:7). Não devemos ficar obcecados por alcançar essa marca do patriarca, pois conspiram contra nós variáveis individuais em nossa constituição e herança genética, bem como fatores contrários no próprio ambiente físico em que vivemos. Mas o ponto em questão, dentro de nossa consciente responsabilidade cristã, é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atingir o máximo em longevidade e qualidade de vida que exaltem o Criador/Redentor e sirva ao próximo.

Saúde e longevidade

A revista National Geographic, de novembro de 2005, em sua matéria de capa (“Os segredos da longa vida”), afirma que “uma existência longa e saudável não acontece por acaso”. Pesquisadores admitem que, se você tiver bons genes e adotar um estilo de vida correto, tem chances de viver até dez anos mais.

No estudo feito entre os três povos mais longevos da terra – Sardenha na Itália, Okinawa no Japão e Califórnia nos Estados Unidos –, um grupo de adventistas do sétimo dia de Loma Linda se destacou como “os campeões da longevidade na América do Norte”. O local produz centenários em proporção mais alta e que sofrem apenas uma fração das doenças mortais que ocorrem em outras partes do mundo desenvolvido.

Conclusão do estudo: “Os adventistas também guardam o descanso no sábado, dia em que socializam com outros membros da igreja e desfrutam de um período de descanso. A maioria dos adventistas segue esse estilo de vida, demonstrando o poder de combinar vida longa saudável com religião.”

Em outro estudo feito durante seis anos na Duke University, EUA, pesquisadores avaliaram 3.968 pessoas de 64 a 101 anos de idade. Nesse período, 29,7% dos participantes morreram. A mortalidade dos que iam pelo menos uma vez por semana à igreja foi 46% menor do que nos que não iam à igreja.

Conclusão

Jesus é o Senhor do nosso corpo, da nossa vida, do nosso tempo, da nossa vontade e do sábado (Lc 6:5), e deseja que tenhamos um corpo sadio, uma mente bem estruturada, relacionamentos saudáveis, íntima comunhão com Deus e vivamos diariamente a certeza da salvação.

Que alegria poder ouvir alguém nos dizer as mesmas palavras do apóstolo João: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma” (3Jo 1:2).

(Orlando Mário Ritter é diretor do Departamento de Saúde da União Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia)

O micro-ondas, o Big Bang e o Universo em expansão



Possível sinal do espaço vinha do microondas do Instituto de Pesquisas.

Por muitos anos, livros e revistas de divulgação científica, sem contar inúmeros documentários e reportagens em todos os tipos de mídia apresentaram como verdade incontestável a teoria sobre a origem do Universo conhecida como Big Bang. Também assumiam como fato a ideia consequente de que o Universo estaria se expandindo a velocidades cada vez maiores. E mais recentemente, uma notícia repercutiu na imprensa mundial: fortes sinais de rádio intrigaram cientistas americanos e os fizeram até considerar que isso poderia se tratar de uma evidência da existência de extraterrestres inteligentes. A crença antiga no Big Bang e na expansão acelerada do Universo está sendo abalada. E essa descoberta mais recente simplesmente caiu por terra. Vamos ao primeiro caso.

Os astrônomos têm descoberto corpos celestes como quasares e galáxias que parecem ser mais antigos do que o próprio Universo que, segundo os pesquisadores, teria cerca de 13 bilhões de anos (confira). Mas como explicar o fato de haver objetos mais antigos do que o Universo que os contém? Como explicar a visualização de galáxias antiquíssimas, há bilhões de anos-luz de distância (e, portanto, no passado distante) já plenamente formadas, se a teoria vigente até aqui era a da evolução gradual das galáxias? Ou elas foram criadas prontas, ou a teoria do Big Bang precisa de sérias revisões.

No caso da teoria da expansão do Universo, há dados recentes que também estão levando os cientistas a reavaliar o modelo, o que igualmente forçará uma mudança de pensamento em relação à quantidade da suposta energia escura que supostamente permearia o Universo. Afinal, os cientistas apelam para essa misteriosa energia escura como explicação para o empurrão que o Universo estaria recebendo “de dentro para fora”. Observações mais apuradas de supernovas parecem estar colocando em dúvida toda essa teorização.

Mas o pior mesmo foi o balde de água fria sobre os tais sinais de rádio “extraterrestres”. Na verdade, os sinais vieram de muito mais perto do que se imaginava. No início deste ano, pesquisadores da Universidade Swinburne Emily Petroff foram os principais autores de um relatório sobre a primeira observação de uma explosão de rádio rápido em tempo real. Mas o detalhe intrigante é que o evento só ocorria durante o dia ou no horário comercial. Com pesquisas mais avançadas, começaram a surgir então evidências de que o sinal na verdade não vinha do espaço, mas aqui da Terra mesmo. Sabe de onde? Do micro-ondas da sala de café do instituto! Lá se foi mais uma “evidência” de vida extraterrestre. E fica mais uma lição e uma advertência contra o sensacionalismo científico que às vezes toma conta da mídia.

Esse fato hilário da sala de café deveria inspirar mais cautela e humildade em certos indivíduos afoitos por aí. E as revisões na ciência deveriam despertar o bom ceticismo nas pessoas, aquele que não aceita qualquer afirmação, ainda que venha de pesquisadores de institutos renomados. Infalível só Deus.

uma imagem que vale mil canções: história da música dos adventistas



Por: Joêzer

A história da música adventista no Brasil passa obrigatoriamente pelos músicos nessa foto, tirada num encontro de músicos no Rio de Janeiro:
1ª fila, da esq. para direita: Mário Jorge Lima, Williams Costa Junior, Jader Santos
2ª fila: Evaldo Vicente, Valdecir Lima, Lineu Soares, Flávio Santos
3ª fila, à direita: Alexandre Reichert Filho

[Não conheço o trabalho de Wilson Almeida e Horly de Oliveira, na 3ª fila, da esquerda para direita. Por isso, vou mencionar somente os demais músicos].
No final dos anos 1970 e início dos anos 80, tendo como epicentro o Instituto Adventista de Ensino (hoje, UNASP-SP), eles viabilizaram uma mudança de paradigma sacro-musical que impactou a estrutura musical e poética tradicional e mobilizou um novo modelo de prática musical para as igrejas adventistas no Brasil.

Trata-se de uma foto carregada de capital simbólico, visto que reúne uma geração espetacular de letristas, maestros, instrumentistas, compositores e arranjadores que deram novos rumos à música dos adventistas. Além disso, em conjunto com a formação musical, eles também tinham domínio da teologia da igreja, o que lhes tornava especialistas na transposição da Palavra para a formato musical. E mais: eles atuavam, ou já haviam atuado, profissionalmente a serviço da instituição adventista, o que lhes dava "licença para modificar" (ainda que com restrições, impostas ou autoimpostas).

Algumas mudanças geradas por esses músicos:

1) Linha melódica: as canções de pequenos saltos melódicos, tradicionais da canção rural americana, a qual era predominante nas coletâneas de música sacra adventista até o final dos anos 1970, foram gradualmente substituídas por músicas com maiores saltos entre as notas, próximos do lirismo musical brasileiro. Observe o início de um cântico composto nos anos 70: “Mãos” (Williams Costa Junior), em que a melodia estável é subitamente interrompida por um salto (em vermelho).



A canção “Sorriso” (Lineu Soares/Valdecir Lima), dos anos 80, traz saltos melódicos bem mais amplos e só no final da estrofe o compositor interrompe a sequência de saltos.



Em suas composições, Costa Junior e José Geraldo Lima usavam notas de passagem que não fazem parte da tonalidade da canção, o que também é uma novidade que será adotada por outros músicos adventistas (principalmente aqueles que estiveram sob a benfazeja “jurisdição” musical de Costa Junior no IAE da década de 1980, como os músicos na foto - na época, também passaram por ali Jael Enéas e Wanderson Paiva).

Para ficar com dois entre tantos exemplos, veja as notas destacadas em círculos verdes nos trechos das partituras das canções “Mãos” (acima) e “Conhecer Jesus” (abaixo). Nesta, as notas fá sustenido, sol sustenido e si natural não fazem parte da escala de Fá Maior, a tonalidade da canção.



2) Harmonização: esses compositores imprimiram na canção adventista nacional as harmonizações mais refinadas da MPB. As transições harmônicas mais elaboradas que já vinham sendo praticadas desde a bossa nova, no início dos anos 1960, foram incorporadas gradualmente pelos músicos adventistas nos anos 1970 e consolidadas na década de 1980. Houve um corte em relação aos corinhos norte-americanos, de estrutura harmônica mais simples e de poucas transições de acordes (como, por exemplo, nos cânticos "Caminhando", "(Estou) Seguindo a Jesus" ou "Lado a Lado").

Uma observação rápida: não se deve subestimar a influência do trabalho erudito de John Peterson com suas cantatas cristãs, e também do músico adventista Wayne Hooper, que desde os anos 1960 já inseria transições harmônicas mais complexas nos arranjos do quarteto King's Heralds, cujas músicas foram base das gravações do quarteto nacional Arautos do Rei por longo tempo.

Observação 2: vários integrantes da foto foram diretores musicais dos Arautos do Rei ou fizeram música para o quarteto.

Observação 3: a formação vocal de quarteto passou a interessar mais aos adolescentes e jovens dos anos 80 com o quarteto Unipaz (com várias músicas de Flávio Santos e letras de Mário Jorge Lima e Valdecir Lima) e nos anos 90 com as mudanças harmônicas, instrumentais e (enfim, Brasil!) étnicas realizadas por Jader Santos no quarteto Arautos do Rei.

Essa harmonização mais rica tinha a ver com os interesses musicais dos compositores, mas também tinha relação com a nova melodia de suas canções, que pareciam exigir acordes mais complexos. Veja logo acima a sequência de acordes da canção "Conhecer Jesus".

Essa sofisticação harmônica já estava presente na composição “Conversar com Jesus”, de Alexandre Reichert Filho. Em 20 compassos, este corinho desprovido de refrão exibe maior desenvolvimento melódico-harmônico do que os cânticos estrangeiros que integravam as coletâneas adventistas até então. Nela, há vários procedimentos harmônicos (assinalados em vermelho na partitura abaixo) que sustentam a breve melodia.



3) Integração de letra e música: na década de 80, Flávio Santos e Valdecir Lima lançaram a canção "Deus sabe, Deus ouve, Deus vê", cuja harmonia refinada e recheada de transições de acordes só encontra paralelo na sofisticação de sua letra. A canção começa em tonalidade menor (Si menor), o que reforça o clima de introspecção sugerido pelo início da letra ("você que se sente pequeno,..."). Mas, ao final, com os versos assertivos "Deus sabe, Deus ouve, Deus vê", a canção termina com um acorde maior (Ré Maior) na última palavra da letra (vê).

Todo o percurso lírico de angústia individual e inferioridade existencial, acompanhado de transições de acordes que evitam até o final a resolução de harmonia, é encerrado com a afirmação de segurança num Deus que sabe e cuida de todas as coisas. Essa segurança se reflete musicalmente por meio da finalização da música com um acorde maior, sugerindo estabilidade psicológica ao indivíduo que ouve a canção. E nossa escuta musical ocidental está acostumada com um acorde perfeito maior no final de uma música como sugestão de estabilização e resolução.

A busca pela integração entre letra e música não era uma novidade absoluta para a época. Novidade foi o tratamento mais rebuscado dessa interação entre palavra e som musical. Compare-se as canções da coletânea "Melodias de Vitória", dos anos 1950, com aquelas do álbum "Eu Sei de Alguém", anos 80.

Nesta última, as composições de Mário Jorge Lima para voz solista já celebram esse novo tratamento, em que a linha melódica sinuosa, cheia de curvas, discretamente à brasileira, encontra paralelo no refinamento poético da letra. Já na coletânea dos anos 50, o tratamento musical é distinto, não somente por causa da diferença de época, mas também devido à origem social e geográfica dos autores estrangeiros, ainda que estes compartilhassem da mesma fé dos brasileiros.

4) Atenuação/defasagem do ritmo: embora estivessem no chamado país do samba, e o hinário oficial de sua igreja estivesse recheado de ritmos populares norte-americanos (marchas e baladas rurais), o grupo de compositores da foto acima não adotou os gêneros de raiz nacional, como o samba, o frevo, o baião, a música sertaneja. No entanto, houve uma notável alteração rítmica. Canções no estilo de marcha militar (o cancioneiro adventista até os anos 1970 apresenta bastante canções nesse estilo rítmico) deram lugar a canções animadas, porém, sem ênfase na marcação binária militarizada, e a cânticos com defasagem rítmica em relação aos corinhos estrangeiros.

No meu entender, essa súbita atenuação do ritmo não se deve a uma suposta conscientização antimilitarista em pleno governo militar (anos 70-80), mas sim, à formação musical erudita e à nacionalidade daqueles músicos. Sua formação clássica pode ter influenciado uma busca por maior ênfase na melodia e na harmonia (e no arranjo orquestral), enquanto sua nacionalidade brasileira os posicionava mais ao lado da sutileza melódica e refinamento harmônico da bossa nova do que da ênfase rítmica e facilidade melódica das marchas militares e das canções country.

Como exemplo dessa defasagem rítmica, temos o cântico “Agora”, que foi o hino oficial do IV Congresso MV (Missionários Voluntários) realizado pelos jovens adventistas em 1973. Nesses eventos, os cânticos temáticos oficiais geralmente possuíam tonalidade maior, andamento acelerado e uma quase inevitável marcação rítmica marcial. A inovação de Costa Junior esteve em empregar tonalidade menor (Mi menor), andamento rítmico lento e cadências do ciclo harmônico das quintas (assinaladas em vermelho na partitura):






É claro que o breve resumo que fiz aqui não dá conta da contribuição desses músicos. Seriam necessárias muita página e paciência do leitor para que fosse examinada essa vasta obra.

Curiosamente, ao longo dos anos eles continuaram compondo em parceria. Dá até pra dizer que eles são uma espécie de "Segunda Escola do IAE" (na "Primeira" constariam os nomes de Flávio Garcia, Joel Sarli e Elias de Azevedo, entre outros. Estes foram menos compositores inovadores e mais tradutores/versionistas, regentes e cantores que estimularam a cena musical adventista a partir do seu local de estudo/trabalho).

Certamente seu trabalho musical inovador e de alta qualidade artística é incontornável e espero que esses poucos exemplos musicais tenham dado um vislumbre do cenário de alteração das formas musicais e de permanência do conteúdo teológico. De fato, as melodias curvilíneas, as harmonias refinadas, a poesia requintada das letras, os arranjos de piano mais elaborados (muitos desses músicos são excelentes pianistas) estavam a serviço da teologia da igreja.

Possivelmente, houve vozes resistentes àquelas mudanças, mas foi assim que a Igreja Adventista teve nesses músicos um veículo de transmissão moderno dos conteúdos teológicos tradicionais.

*****
Esse texto foi escrito com informações da minha tese de doutorado "A Mensagem na Música: estudos de Teomusicologia sobre os cânticos dos Adventistas do Sétimo Dia" (UNESP, 2014).
Esse trabalho está em fase de revisão e atualização para, quem sabe, publicação neste ano.

sábado, 28 de março de 2015

40 fatos surpreendentes sobre o corpo humano


Maravilhosamente projetado

1. Um glóbulo vermelho comum vive por 120 dias.

2. Há 2,5 trilhões (mais ou menos) de glóbulos vermelhos em seu corpo a qualquer momento. Para manter esse número, cerca de dois milhões e meio de novos precisam ser produzidos a cada segundo por sua medula óssea. Isso é como uma nova população da cidade de Toronto a cada segundo.

3. Considerando todos os tecidos e células no seu corpo, 25 milhões de novas células estão sendo produzidas a cada segundo. Isso é um pouco menos do que a população do Canadá – a cada segundo!

4. Um glóbulo vermelho pode circunavegar o seu corpo em menos de 20 segundos.

5. Impulsos nervosos viajam a mais de 400 km/h.

6. Um espirro gera um vento de 166 km/h, e uma tosse sai a 100 km/h.

7. Nosso coração bate em torno de 100.000 vezes por dia ou cerca de 30 milhões de vezes em um ano.

8. Nosso sangue viaja 96.000 quilômetros por dia.

9. Nossos olhos podem distinguir cerca de 10 milhões de cores e absorverá mais informações do que o maior telescópio conhecido pelo homem.

10. Nossos pulmões inalam mais de dois milhões de litros de ar por dia. Sua área de superfície é grande o suficiente para cobrir uma quadra de tênis.

11. Nós “damos à luz” mais de 200 bilhões de glóbulos vermelhos a cada dia.

12. Quando tocamos algo, nós enviamos uma mensagem para o nosso cérebro a 200 km/h.

13. Nós exercitamos pelo menos 36 músculos quando sorrimos.

14. Somos cerca de 70% água.

15. Nós produzimos cerca de 1 a 1,6 litros de saliva por dia.

16. Nosso nariz é o nosso sistema de ar condicionado pessoal: ele aquece o ar frio, esfria o ar quente e retira impurezas.

17. Em um polegada quadrada de nossa mão, temos 2,74 metros de vasos sanguíneos, 600 sensores de dor, 9.000 terminações nervosas, 36 sensores de calor e 75 sensores de pressão.

18. Temos cobre, zinco, cobalto, cálcio, manganês, fosfato, níquel e silício no nosso organismo.

19. Acredita-se que o objetivo principal das sobrancelhas é manter o suor longe dos olhos.

20. Uma pessoa pode respirar cerca de 20 quilos de pó em sua vida.

21. Há mais organismos vivos na pele de um ser humano do que há seres humanos sobre a superfície da Terra.

22. A partir dos 30 anos, os seres humanos começam gradualmente a diminuir de tamanho.

23. Seu corpo contém ferro suficiente para fazer um ponto forte o suficiente para manter o seu peso.

24. A área de superfície de um pulmão humano é igual à de uma quadra de tênis.

25. A maioria das pessoas perde 50% de suas papilas gustativas quando atinge os 60 anos.

26. A quantidade de carbono no corpo humano é o suficiente para fabricar cerca de 9.000 lápis.

27. Um centímetro quadrado de pele humana contém 625 glândulas sudoríparas.

28. Quando você se envergonha, seu estômago também se avermelha.

29. O corpo humano tem menos músculos do que uma lagarta.

30. Se você pudesse salvar todas as vezes que seus olhos piscam em um tempo de vida e usar todas as piscadas de uma vez, você veria a escuridão por 1,2 ano.

31. A vida útil de uma papila gustativa é de 10 dias.

32. É impossível espirrar com os olhos abertos (não tente fazer isso).

33. Aperte o máximo que conseguir uma bola de tênis. Você está usando mais ou menos a mesma quantidade de força que seu coração usa para bombear o sangue para todo o corpo.

34. A aorta, a maior artéria do corpo, tem quase o diâmetro de uma mangueira de jardim.

35. Os vasos capilares, por outro lado, são tão pequenos que é preciso 10 deles para igualar a espessura de um cabelo humano.

36. Seu corpo tem cerca de 5,6 litros de sangue, que circulam pelo organismo 3 vezes a cada minuto.

37. O coração bombeia cerca de 1 milhão de barris de sangue durante uma vida média – que é o suficiente para encher 2 superpetroleiros!

38. Os bebês começam a sonhar mesmo antes de nascer.

39. Os seres humanos são os únicos primatas [sic] que não têm pigmentação nas palmas das mãos.

40. 10% do peso seco humano vem de bactérias.

(Mistérios do Mundo)

sábado, 14 de março de 2015

À frente da ciência

Nos últimos 30 anos, o secularismo e o humanismo têm sido propagados como nunca antes pelos meios de comunicação e pelo sistema de educação. Dentro desse cenário, a ciência é tida como infalível e, ao mesmo tempo, a resposta promissora para todos os problemas que a humanidade enfrenta. Infelizmente, um número crescente de cristãos, incluindo adventistas, vem sucumbindo a essas influências. Não é raro encontrar pessoas que depositam uma fé admirável na ciência e questionam o que está na Bíblia e nos escritos de Ellen White, principalmente no que diz respeito à saúde. Quando leem algo que está na revelação, querem usar a ciência para comprovar ou não o que está escrito. De fato, estão percorrendo o caminho inverso para verificar uma verdade. Quando analisamos essa problemática no escopo da saúde, os que se apegam à ciência como a última palavra embasam sua confiança em três suposições: (1) que todas as empresas que patrocinam pesquisas de seus produtos o fazem de maneira honesta, seguindo rigorosamente o método científico; (2) que todos os pesquisadores são idôneos e jamais foram influenciados por ganhos financeiros, ambição acadêmica e vaidade pessoal; e (3) que existe uma fiscalização rigorosa sobre esses estudos. No entanto, a realidade é outra. As pesquisas sobre alimentos e medicamentos passam por uma crise de integridade. Muitas publicações científicas, entre elas a revista da Sociedade Americana de Medicina, reconhecem isso. Manipulação de dados, conclusões forçadas, métodos errados, conflitos de interesses e ocultamento de dados são apontados como os principais problemas. Com relação a medicamentos, temos um exemplo clássico que ocorreu algum tempo atrás, quando um laboratório multinacional nos Estados Unidos foi condenado a pagar 2 bilhões de dólares para compensar as vítimas dos efeitos colaterais de dois medicamentos: um para depressão, que estava provocando ideação suicida em alguns pacientes, e outro para diabetes, que aumentava os riscos de ataques do coração. Esses problemas foram detectados durante os testes preliminares, mas acabaram sendo ocultados. O caso não é isolado; trata-se de uma tendência. Outro fato veio à tona recentemente. Em contraste com a revelação, que recomenda no máximo três refeições diárias, há mais de uma década pesquisas sugeriam que comer seis vezes ao dia, com intervalos de três horas, seria ideal para perder peso e melhorar a saúde. Hoje, pesquisas sérias indicam o contrário. A edição de 2014 do Guia Alimentar do Ministério da Saúde do Brasil, por exemplo, deu uma guinada de 180 graus em relação à sua posição anterior, dizendo que três refeições diárias equilibradas são suficientes para uma boa nutrição. Por quê? O governo realizou um estudo e verificou que os 25% dos brasileiros que comem no máximo três refeições são o grupo com menos problemas de peso e de saúde. Isso não quer dizer que devemos ignorar pesquisas científicas, mas sim prová-las pela revelação. Se a ciência não comprova a revelação em algum ponto, significa apenas que ela ainda tem um caminho a percorrer. Deus, na sua infinita misericórdia, sempre revelou princípios que são necessários para nossa edificação em épocas em que não havia conhecimento disponível para compreendê-los.

SILMAR CRISTO é médico, consultor e autor de vários livros sobre saúde e qualidade de vida

sexta-feira, 13 de março de 2015

Há soluções para nossa sociedade moderna doente?



Sim. Através de uma vida simples. Alimento simples, roupa simples, uso de agentes medicinais simples e naturais, relações humanas honestas e afetivas, convívio com a natureza, vida no campo, menos comida artificial, industrializada, menos shoppings, menos TV, menos relações humanas baseadas só nas emoções, menos materialismo, menos políticos, menos propagandas enganosas, etc.

A busca do prazer, de sensações no corpo, tem tomado o lugar em nosso mundo mais do que em todas as eras passadas. Igual ao que ocorre hoje talvez só na época antediluviana e no tempo da primeira vinda de Cristo a esta terra.

Nós médicos sabemos que há uma maior complicação nos sofrimentos das pessoas na área da saúde física e mental. Novos medicamentos não resolvem. Surgem doenças mais complexas. Por quê? Porque os seres humanos insistem num estilo de vida doentio.

A visão materialista da vida e da busca de emoções é fortalecida pelo poder econômico das indústrias e pela mídia maligna disfarçada de benéficas para o social. O lema dessa visão e postura na vida inclui: se você não se sente bem, troque de relacionamento, compre um novo produto, coma uma nova comida, faça uma nova viagem, use uma nova droga, troque de medicamento, assuma seu desvio sexual e pratique-o, mude de médico, candidate-se nas próximas eleições, troque de carro, compre mais um imóvel, dê mais dinheiro aos seus filhos, etc. Não é tudo isto uma loucura social?

As patologias sociais se avolumam e para você não cair nelas, precisa de muita determinação, ir contra a corrente do mundo, ser tido como “bobo”, desligar a TV mais do que ligar, não se importar quando ironizarem sua postura honesta na vida, estar fortalecido quando for atacado pelas pessoas e instituições que o acusam de discriminador, etc.

A idéia mundana maligna pregada na mídia é de que tudo é aceitável e sem isso você está discriminando e por isso é passível de punição. Confundem propositalmente (para defender a incompetência, a licenciosidade, a acomodação e a indisposição de mudar) o direito do ser humano ter um ponto de vista conservador, ético, moral.

Há uma ditadura por detrás de poderosas instituições religiosas e sociais que pregam externa e superficialmente a paz, a liberdade de pensamento e de culto, e até o ecumenismo, mas nos bastidores têm a malignidade da perversão da verdade. E a busca do controle das massas por meio de heresias.

Busque a luz. Busque a vida. Ela não está com a multidão embora ainda disponível para todos. Ela não está no mundo artificial materialista, consumista, carente de limites e, na verdade, opressor e destruidor. Ela está na pureza, na simplicidade, na misericórdia, na verdade, no autocontrole dos impulsos, no refreamento dos desejos desequilibrados da motivação humana adoecida, na renovação no caráter, no nascer espiritual pela verdade. Ela está na justiça e misericórdia. Ambas. Isto é saúde mental.

Dr. Cesar Vasconcellos de Souza - Portal Natural

sábado, 13 de dezembro de 2014

Por que vivemos como incrédulos?


Como se Ele não existisse

Você já se perguntou por que tantas vezes parece tão difícil para você ou outras pessoas trazer o Cristo vivo para o cotidiano fora da igreja? Um dos principais motivos disso é que a maioria dos cristãos vive tal qual o incrédulo: precisando dar o que Francis Schaeffer denomina de “salto místico”, a fim de cruzar a “linha do desespero”. Segundo Schaeffer, o homem secularizado vive em um universo de dois pavimentos. O primeiro pavimento é o mundo sem Deus. Nele, a vida é absurda, pois, destituída de Deus, é também inteiramente destituída do tripé: significado, valor e propósito. Com o intuito de livrar-se da completa desesperança natural do mundo em que vive, o homem secularizado precisa dar “saltos de fé” para o segundo pavimento, a fim de encontrar o mencionado tripé, sem o qual a vida é insuportável. Conforme argumenta o referido filósofo e apologeta cristão, sentido, valor e propósito são logicamente impossíveis num mundo em que Deus inexiste, mas o incrédulo precisa dar esse salto ao pavimento superior, praticando a incoerência e o autoengano, a fim de tornar sua existência viável na opacidade do mundo sem Deus.[1] Como assumiu o filósofo ateu Nietzsche, um mundo em que Deus está morto inevitavelmente cai no mais completo niilismo e desamparo.[2]


O universo de dois pavimentos pode ser usado não apenas para falar dos incrédulos confessos, mas também da maioria dos cristãos. Saltos místicos para cruzar a linha do desespero também são dados pelo cristão atual com assustadora frequência. Assim, o crente vai à igreja, “sente a presença de Deus” nos hinos, na oração, no sermão, e, nesse momento, tudo parece ter sentido, valor e propósito. Todavia, quando sai desse mundo e volta para o “mundo lá fora” (no qual, necessariamente, passamos a esmagadora maioria do tempo), vive na insalubridade do mundo sem Deus, pois não consegue enxergar conexão entre a fé e esferas como trabalho, entretenimento, política, economia... Precisando, portanto, dar esse “salto” a cada reunião da igreja ou momento de devoção particular.


Tal salto, porém, deveria ser prerrogativa exclusiva do incrédulo. É ele quem precisa saltar para o pavimento de cima a fim de compensar o vazio, que é a implicação lógica do mundo em que vive. O cristão não precisaria partir para esse salto caso não estivesse vivendo nesse mesmo mundo do incrédulo. Não precisaria partir para esse salto caso já vivesse em um mundo repleto de significado, valor e propósito ao reconhecer o senhorio de Cristo em todas as áreas da existência (trabalho, entretenimento, ciências, artes, política, etc.). Como o cristão, seguindo o ímpio, expulsou Deus do mundo em que passamos a maior parte da vida – a chamada “vida secular” – e o confinou a prédios religiosos, dias específicos na semana e a uma microética relacionada a vestuário e outros comportamentos, o dia a dia de grande parte dos cristãos é igual ao dos não cristãos. Na igreja, ele canta, ora e é um adorador fervoroso; fora dela, na melhor das hipóteses, é um cidadão gentil, honesto e socialmente aceitável, porém é tão somente um engenheiro, uma dona de casa, um fotógrafo, um estudante, um advogado, um corretor, um pedreiro, um comerciante, um desenvolvedor de softwares ou um recepcionista que não faz ideia de como o senhorio de Cristo pode se manifestar no próprio exercício de sua profissão em si, dos seus hobbies ou de sua cidadania.


Certo dia, um sapateiro chegou a Lutero indagando o que poderia fazer para trabalhar para Deus, ao que lhe respondeu o reformador alemão: “Faça um bom sapato e o venda por um preço justo.” Infelizmente, porém, todas essas coisas são atribuídas ao âmbito secular, e o cristianismo permanece intacto em um cativeiro que os próprios cristãos têm ajudado a construir. Dividimos nossa existência entre “vida espiritual” e “vida secular”, numa dicotomia completamente estranha às Escrituras.


É porque o cristão se esqueceu do conceito bíblico de que o homem é um todo indivisível e que, se ele pertence a Deus, absolutamente tudo o que faz é para Deus, em nome de Deus e na presença de Deus (Êx 31:1-5; At 17:28; 1Co 10:31; Cl 3:17, 22-24), é porque o cristão comprou o discurso grego e iluminista de segmentar a vida em compartimentos herméticos, que ele vive tendo de cruzar a linha do desespero a fim de sair do mundo opaco em que vive juntamente com o incrédulo. Somente numa cosmovisão (ou visão de mundo) em que Cristo é a referência universal é que há sentido nos pontos particulares. Somente com os pontos particulares interligados por um ponto de referência universal é que se desfaz essa ruptura que equipara o cristão moderno ao incrédulo, a ruptura entre a busca subjetiva de sentido, valor e propósito para este mundo e a crença de que, objetivamente, ele não possui sentido, valor e propósito algum.


Hoje li as seguintes palavras: “Hora de desconectar do mundo e conectar [sic] em Deus.” Em pouco tempo, elas geraram, literalmente, milhares de interações nas redes sociais, entre curtidas, compartilhamentos, retweets e comentários (todos positivos). Entendemos a boa vontade de quem concebeu tal frase. Foi uma forma de celebrar o término de mais uma semana e saudar a chegada do sábado; porém, ela pode estar denunciando como costumamos encarar a vida: de forma completamente fragmentada. O estilo de vida cristão é mesmo viver conectado ao mundo durante seis dias e reservar um único dia na semana para se conectar a Deus? A verdadeira espiritualidade possui hora e lugar marcados?


Creio que isso ajuda a explicar por que aquele “brilho nos olhos” por vezes não consegue passar disso. O tal “cristianismo prático” (como se houvesse outro tipo), do qual todos tanto gostamos de falar, torna-se mais uma teoria, pois o ensino de cosmovisão cristã tem sido extremamente incompetente (no mínimo, incipiente). Isso contribui para que vivamos uma religião da sensação. Eu “sinto Deus” quando o pastor fala uma frase impactante no púlpito, meus olhos brilham, mas não consigo enxergar as implicações disso no mundo real.


Precisamos resgatar o ensino de questões como hermenêutica (interpretação bíblica) e apologética (defesa e apresentação racional da fé), mas tudo isso imerso numa firme educação em cosmovisão cristã. Sem ela, por melhor que seja o ensino, o cristão não compreenderá a importância da hermenêutica ou da apologética em seu cotidiano, pois continuará comprando o dualismo platônico, bem como o secularismo iluminista, e, assim, continuará compartimentalizando a própria existência.


Como vivemos numa sociedade da sensação, tudo o que o cristão acha que precisa é sentir algo no culto particular ou congregacional (tradicional ou contemporâneo, cujos participantes geralmente padecem exatamente do mesmo mal. Talvez, um procure “sentir Deus” num solo de guitarra e na atmosfera de modernidade; outro, nos acordes de piano e na liturgia tradicional) – como se o “sentir”, na fé cristã, não estivesse intimamente ligado ao “saber”, e vice-versa. Obviamente, se o indivíduo não sabe ler e estudar a Bíblia, não poderá ter uma cosmovisão cristã. Em contrapartida, sem uma cosmovisão cristã, ele terá sérias dificuldades para compreender de forma apropriada a importância de ler a Bíblia corretamente. E nada disso faz sentido sem a apologética a fim de compreendermos que a fé cristã é (também) racional.


Precisamos aprender e ensinar que o Senhor do espírito é também o Senhor do corpo; que o Senhor da redenção é também o Senhor da criação; que o Senhor do Céu é também o Senhor da Terra. Portanto, não temos o direito de afirmar que aquilo que fazemos na igreja ou em momentos de devoção direta é para Deus e todo o resto é simplesmente nosso trabalho, entretenimento, nossa “vida secular”. Se “nEle vivemos, nos movemos e existimos” (At 17:28), como pode haver algum aspecto de nossa existência, por menor que seja, que não pertença a Cristo? Como afirmou o teólogo holandês Abraham Kuyper: “Não há nenhum milímetro do Universo que Cristo não reivindique dizendo: ‘É Meu.’” Isso é cosmovisão cristã.


Assim, devemos buscar sempre formas mais didáticas de unificar hermenêutica, apologética e cosmovisão, que são áreas interdependentes. (Por isso, acho cada vez mais estranho pretender ensinar a Bíblia e tentar colocar Cristo no centro sem apologética. Em virtude de uma compreensão enviesada, ainda há muito ranço em relação a ela, mas cada dia me surpreende mais a insensatez das pessoas que pretendem ver um reavivamento pregando esse Cristo aleijado, criado à imagem e semelhança de si mesmas.) Pelo que tenho lido na Bíblia e em outros livros, bem como pelo que tenho percebido, na prática, ao trabalhar com as pessoas na igreja, a conclusão inequívoca é que, sem trabalhar as áreas de hermenêutica, apologética e cosmovisão de forma una, torna-se impossível falarmos em centralidade de Cristo e trazê-Lo efetivamente para a vida real; isso continuará sendo mais uma utopia ou frase de efeito. Uma área alimenta a outra. Retire ou minimize uma delas e todo o sistema entra em colapso.

(Vanedja Cândido é graduanda em Filosofia pela UFPB e membro da IASD Funcionários II, João Pessoa, PB)
Referências:
1. Francis Schaeffer, A morte da razão (Viçosa, MG: Ultimato, 2014). Veja também William Lane Craig, Em guarda: defenda a fé cristã com razão e precisão (São Paulo: Vida Nova, 2011).
2. Friedrich Nietzsche, “The Gay Science”, em Walter Kaufmannin (org.), The Portable Nietzsche (Nova York: Viking, 1954).

CRIACIONISMO

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Direito Penal



Há aproximadamente 3 mil anos, um jovem pastor estava cuidando de suas ovelhas quando recebeu um recado de seu pai, que lhe pedia para ir à procura de seus três irmãos mais velhos, que se encontravam no campo de batalha. O pai, com o coração ardendo, pediu ao filho mais moço que levasse um pouco de trigo e pães aos seus irmãos, bem como lhe trouxesse notícias sobre eles.
Obediente ao seu velho pai, o jovem pastor saiu à procura de seus irmãos e os encontrou aterrorizados sob uma colina, pois que todo o seu grupo estava sendo desafiado por um enorme lutador, na verdade um gigante, que propunha que seus inimigos escolhessem entre eles outro guerreiro, para que a luta fosse travada somente entre os dois. Aquele que vencesse a luta subjugaria o grupo inimigo.
Ninguém, contudo, se atrevia a descer a colina a fim de dar início à batalha. O gigante, durante quarenta dias seguidos, ofendia e humilhava os seus ini¬migos. Ao deparar com esse quadro, o jovem pastor foi à procura de seu rei, que também se encontrava no campo de batalha, e, sem qualquer receio, pediu permissão para enfrentar o gigante guerreiro inimigo. O rei, olhando para aquele jovem de apenas 17 anos, que nunca havia pegado em armas, tentou demovê-lo da idéia, pois não sabia que aquele pequeno e fraco pas¬tor estava guerreando em nome do SENHOR DOS EXÉRCITOS.
Com uma simples funda, munido de algumas pedras, o jovem desafiou aquele guerreiro experiente, um gigante da terra de Gate, e, com os olhos voltados para o seu SENHOR, arremessou a pedra, que acertou na testa de seu inimigo. Ao fazê-lo cair, o jovem pastor correu em direção àquele gigante adormecido e, tomando-lhe a espada, cortou-lhe a cabeça, e os seus inimigos foram derrotados.
Esse jovem pastor era Davi, filho de Jessé, da tribo de Judá; o gigante era Golias, da tribo de Gate, pertencente ao povo filisteu.
O tamanho e a força do gigante guerreiro, que nunca havia sido derrotado, intimidavam o exército de Israel. Davi, ao contrário dos demais do seu povo, olhava muito além, pois tinha os olhos voltados para o Criador dos céus e da terra, cuja força é inigualável.
Eu não sei qual o gigante que você, amado leitor, não está conseguindo derrotar. Contudo, tal como Davi, não fixe os olhos no seu problema. Olhe para cima e veja Aquele que é superior a tudo e a todos.
A Bíblia nos relata que Davi era um homem segundo o coração de Deus. Como homem, mesmo depois de ter sido coroado rei de Israel, Davi errou por diversas vezes. Adulterou, matou inocentes e descumpriu os mandamentos de Deus. Entretanto, Deus conhecia o seu coração e sabia que, mesmo errando, ele amava ao seu Criador.
Todos nós erramos e, muitas vezes, nos sentimos envergonhados de falar com Deus. A mensagem que gostaria de transmitir-lhe, nesta oportunidade, é que Deus está esperando você iniciar a conversa. O amor de Deus é tão profundo que Ele entregou seu único Filho para a remissão de nossos pecados. A Palavra de Deus diz que todos pecaram e carecem da sua misericórdia.
Talvez você esteja pensando agora: “O que esta mensagem está fazendo em um livro de Direito Penal”? Na verdade, não existe lugar melhor para falar de Deus do que em uma obra que cuida das mazelas praticadas pelo homem. O ser humano é mau. Mata, estupra, rouba, calunia, enfim, pratica toda sorte de iniqüidades. Na época do Antigo Testamento, o povo judeu tinha de imolar um cordeiro para a remissão de seus pecados. O ritual consistia em pegar um cordeiro sem qualquer defeito e sobre ele impor as mãos, como se estivesse transferindo a ele todos os pecados. Em seguida, o cordeiro era morto.
Como a raça humana não cessava de pecar e o simbolismo do cordeiro imolado já não era suficiente, Deus enviou o seu Filho unigênito, Jesus Cristo, que nunca havia praticado qualquer transgressão, para que fosse o seu cordeiro, ou seja, o Cordeiro de Deus, e, morrendo por nós naquele madeiro, levasse com Ele todas os nossos pecados e transgressões.
Assim, Jesus Cristo morreu por mim e por você. Nós, na verdade, é que matamos a Jesus Cristo. Contudo, ele não está morto, pois que ao terceiro dia ressuscitou e está vivo entre nós. Por isso, antes mesmo de ler este pequeno livro de Direito Penal, que, diga-se de passagem, não tem a menor condição de, com suas lições acadêmicas, resolver os problemas da humanidade, entregue sua vida a Jesus e deixe de olhar para os seus problemas e transgressões como se fossem o seu Golias.
Diariamente assistimos aos telejornais, cujos âncoras, efusivamente, atribuem a chamada “onda de criminalidade” à falta de rigor das leis penais, como se não houvesse rigor suficiente. A cada dia, nossos congressistas, com finalidades eleitoreiras, criam novas infrações penais, almejando com isso satisfazer os desejos da sociedade, que se deixa enganar pelo discurso repressor do Direito Penal. Não se iluda, pois o Direito Penal não é a solução para qualquer problema. O problema está na natureza do homem, que é má. Por isso, somente Deus pode resolver todos os problemas da humanidade. Se praticarmos o seu mandamento – “que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei…” (João 13:14) – a sociedade será outra. Não haverá corrupção, mortes, injúrias, enfim, se seguirmos Suas lições, se o homem se voltar para Deus, tiver temor a Ele, todos os problemas serão eliminados.
Durante aproximadamente dezessete anos no Ministério Público de Minas Gerais, pudemos perceber a diferença em lidar com presos que conheceram a Palavra de Deus, que tiveram um encontro verdadeiro com Jesus Cristo, nosso Salvador. Não pensam em rebelar-se; procuram se adaptar às regras do cárcere, e mais: servem de conforto aos que ainda se encontram nas trevas.
Se você, querido leitor, quiser ter esse encontro com Jesus Cristo, faça esta oração de entrega, com todo o seu coração. Se ao final concordar com aquilo que foi lido, diga AMÉM, bem forte, com todo o seu sentimento. Diga comigo:
Senhor Jesus, eu não Te vejo, mas creio que Tu és o Filho de Deus. Agradeço-Te, Jesus, por ter morrido em meu lugar naquele madeiro, levando Consigo todas as minhas transgressões. Reconheço, Jesus, que Tu és o único Senhor e Salvador da minha alma. Escreve meu nome no Livro da Vida e me dá a salvação eterna. Amém.
Agora que você entregou sua vida ao REI DOS REIS, antes mesmo de começar a ler este livro, procure conhecer a Palavra de Deus, que é a Bíblia. Quando estiver ansioso, seja estudando, trabalhando ou mesmo com problemas de ordem pessoal, não se esqueça de que, agora, você conhece Alguém a quem pode confiar e confidenciar todas as suas angústias. Não se esqueça também de que Jesus Cristo levou-as na cruz do calvário.
Espero que goste da leitura que será feita a seguir, pois procurei escrever este livro da forma mais didática possível, buscando auxiliar não somente o profissional do Direito, como também os estudantes e aqueles que desejam prestar concursos públicos.
Que Deus abençoe você. Maranata!

Rogério Greco

• Procurador de Justiça, tendo ingressado no Ministério Público de Minas Gerais em 1989.
• Foi vice-presidente da Associação Mineira do Ministério Público (biênio 1997-1998) e membro do conselho consultivo daquela entidade de classe (biênio 2000-2001).
• É membro fundador do Instituto de Ciências Penais (ICP) e da Associação Brasileira dos Professores de Ciências Penais.
• Membro eleito para o Conselho Superior do Ministério Público para os anos de 2003, 2006 e 2008.
• Professor de Direito Penal da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ);
• Professor convidado da Fundação Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal (FESMPDF);
• Professor convidado da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (ESMARN);
• Professor convidado da Escola da Magistratura do Espírito Santo (EMES);
• Professor do Curso de pós-graduação em Ciências Penais da PUC-BH.
. Proessor do Curso de pós-graduação da Fundação Escola Superior do Ministério Público do Mato Grosso (FESMPMT.
• Professor do Curso de pós-graduação em Ciências Penais da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Minas Gerais
• Mestre em Ciências Penais pela Universidade Federal de Minas Gerais.
• Especialista em teoria do delito pela Universidade de Salamanca (Espanha).
• Doutor em Direito pela Universidade de Burgos (Espanha).
• Assessor Especial do Procurador-Geral de Justiça de Minas Gerais, junto ao Tribunal de Justiça.
• Membro titular da banca examinadora de Direito Penal do XLVII Concurso para ingresso na carreira do MInistério Público de Minas Gerais
• É autor das seguintes obras: Direito Penal (Belo Horizonte: Cultura; Estrutura Jurídica do Crime (Belo Horizonte: Mandamentos); Concurso de Pessoas: (Belo Horizonte: Mandamentos); Direito Penal – Lições (Rio de Janeiro: Impetus); Curso de Direito Penal – Parte Geral e Parte Especial (Rio de Janeiro: Impetus); Direito Penal do Equilíbrio – uma visão minimalista do Direito Penal (Rio de Janeiro: Impetus); Código Penal Comentado (Rio de Janeiro: Impetus); Vade Mecum Penal e Processual Penal (Rio de Janeiro: Impetus); Atividade Policial – Aspectos penais, processuais penais, administrativos e constitucionais (Rio de Janeiro: Impetus); Resumos Gráficos de Direito Penal – parte geral e parte especial (Rio de Janeiro: Impetus); Direitos Humanos, Sistema Prisional e Alternativas à Privação de Liberdade (São Paulo: Saraiva); Virado do Avesso – Um romance histórico-teológico sobre a vida do apóstolo Paulo (Rio de Janeiro: Nahgash); A Retomada do Complexo do Alemão (em coautoria com André Monteiro e Eduardo Betini, Rio de Janeiro: Impetus).
• Embaixador de Cristo.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estudo diz que pornografia pode ser prejudicial ao cérebro



Homens que passam muito tempo vendo pornografia na internet parecem ter menos matéria cinzenta em certas partes do cérebro e sofrem redução de sua atividade cerebral, indica um estudo alemão publicado nesta quinta-feira (29) nos Estados Unidos.

"Encontramos um importante vínculo negativo entre o ato de ver pornografia durante várias horas por semana e o volume de matéria cinzenta no corpo estriado direito do cérebro", assim como a atividade do córtex pré-frontal, escrevem os cientistas do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano em Berlim.

"Esses efeitos poderiam incluir mudanças na plasticidade neuronal resultante de intensa estimulação no centro do prazer", acrescentou o estudo, publicado na edição online da revista "JAMA Psychiatry", da Associação Médica Americana.

 Os autores, no entanto, não puderam provar que esses fenômenos sejam causados diretamente pelo consumo de pornografia e, por isso, afirmam que é necessário continuar com as pesquisas. Mas, segundo eles, o estudo já fornece um primeiro indício da existência de uma relação entre o ato de assistir a pornografia e a redução do tamanho e da atividade do cérebro como reação ao estímulo sexual.

Para realizar a pesquisa, os autores recrutaram 64 homens saudáveis com idades de 21 a 45 anos, aos quais pediram para responder a um questionário sobre o tempo que dedicavam a assistir a vídeos pornográficos. O resultado foi, em média, de quatro horas semanais.

Os voluntários também foram submetidos a um exame de ressonância magnética do cérebro para medir seu volume e observar como ele reagia às imagens pornográficas.

Na maioria dos casos, quanto mais pornografia os indivíduos viam, mais diminuía o corpo estriado do cérebro, uma pequena estrutura nervosa bem abaixo do córtex cerebral.

Os cientistas também observaram que, quanto maior o consumo de imagens pornográficas, mais se deterioravam as conexões entre o corpo estriado e o córtex pré-frontal, que é a camada externa do cérebro encarregada do comportamento e da tomada de decisões.

G1

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nariz é capaz de detectar 1 trilhão de aromas, diz pesquisa

O nariz humano pode detectar um trilhão de diferentes cheiros, muito mais do que se pensava anteriormente, segundo cientistas americanos.

Segundo pesquisadores da Universidade Rockefeller, em Nova York, usamos apenas uma pequena fração dos nossos poderes olfativos.

Novos estudos, publicados na revista Science, sugerem que o nariz humano supera o olho e o ouvido em relação ao número de estímulos que pode distinguir.

O olho humano usa três receptores de luz que trabalham juntos para ver até 10 milhões de cores, enquanto que o ouvido pode ouvir quase meio milhão de tons.

Até então, acreditava-se que o nariz, com seus 400 receptores olfativos, poderia detectar cerca de 10 mil aromas distintos.

Os cientistas resolveram testar a ideia, que data de 1927 mas nunca foi cientificamente investigada.

Eles criaram experimentos para observar o quanto as pessoas conseguem distinguir cheiros em misturas feitas a partir de 128 moléculas de odores diferentes, que representam uma grande variedade de aromas.

As moléculas foram misturadas de forma aleatória em grupos de 10, 20 ou 30, para criar odores não usuais ou menos conhecidos.

As 26 pessoas que participaram do experimento foram, então, convocadas a identificar um aroma a partir de três amostras.

Com base nestes resultados, os pesquisadores extrapolaram o número de aromas diferentes que a pessoa média seria capaz de identificar se fosse apresentada a todas as misturas possíveis que podem ser feitas a partir das 128 moléculas.

Eles estimaram que a pessoa média pode discriminar entre pelo menos um trilhão de aromas diferentes com o nariz, uma quantidade muito maior que o número de estímulos que podem ser detectados pelo olho e pelo ouvido.

A co-autora do estudo, Leslie Vosshall, disse à BBC que este "é o primeiro teste real que mostra o quão bom os seres humanos são em sentir cheiros".

Ela disse que os animais ainda são duas ou três vezes melhores do que nós em relação a sentir cheiros, já que dedicam uma maior parte do seu cérebro ao sentido do olfato.

No entanto, o poder do olfato humano não deve ser subestimado.

"Você pode estimular o sentido do olfato a trabalhar mais", acrescentou. "Estamos usando uma pequena parte dos nossos poderes olfativos".

Stephen Liberles, do Departamento de Biologia Celular da Escola de Medicina de Harvard, disse que "a pesquisa percorre um longo caminho para abordar a capacidade do sistema olfativo humano, mas ainda há questões específicas a serem respondidas sobre quantos produtos químicos exatamente podem ser percebidos individualmente."

BBC

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ansiedade atinge um em cada três brasileiros endividados, diz pesquisa



Uma pesquisa feita por entidades de defesa do consumidor em cinco países aponta que os brasileiros apresentam mais sintomas de doenças decorrentes de problemas financeiros do que os europeus que enfrentam aguda crise econômica. Além disso, segundo o estudo, um em cada três brasileiros endividados têm problemas de ansiedade, além de falta de sono e dores de cabeça. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (19) pela Proteste Associação de Consumidores.

No Brasil, a saúde das pessoas é mais afetada do que a dos belgas, italianos, portugueses e espanhóis que têm dificuldades financeiras. Entre os brasileiros que estão endividados, 32% têm ansiedade; 24% problemas para dormir; 24% sentem irritabilidade e 17% dor de cabeça.

O levantamento mostra que em situação financeira desfavorável no Brasil são consumidos mais ansiolíticos e antidepressivos (30%) do que nos países europeus pesquisados – o percentual só é maior em Portugal (33%). A incidência do uso desses medicamentos ficou em 29% na Espanha, 18% na Itália e 17% na Bélgica.

O estudo também aponta que a confiança nas entidades de defesa do consumidor se mantém elevada nas situações de crise financeira e endividamento. O Brasil lidera esse quesito, com 69,7%, seguido de Portugal com 67,8%.

G1

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

10 dicas de como pessoas bem-sucedidas se mantêm calmas

A capacidade de gerenciar suas emoções e manter a calma sob pressão possui uma ligação direta com seu desempenho em atividades relacionadas com a vida profissional.

Afinal, de que vale montar uma apresentação genial sobre determinado assunto se, na hora de repassar as informações para outras pessoas, você não para de gaguejar e se atrapalha todo? O mesmo acontece antes mesmo de encontrar um emprego. Você pode ser o candidato mais capacitado para preencher a vaga, mas se não conseguir se manter calmo na entrevista a ponto de mostrar suas habilidades, você não alcançará seu objetivo.

A empresa especializada em gerenciamento de pessoas TalentSmart realizou uma pesquisa com mais de um milhão de pessoas e descobriu que 90% das que apresentaram melhores desempenhos são hábeis em controlar suas emoções em momentos de estresse e conseguem se manter calmas e no controle da situação.

O aspecto complicado sobre o estresse – e a ansiedade que vem com ele – é que é uma emoção absolutamente necessária. Os nossos cérebros estão conectados de tal forma que é difícil agirmos até que sintamos pelo menos algum nível deste estado emocional. Na realidade, os nossos picos de desempenho se dão justamente durante a ativação elevada que vem com níveis moderados de estresse. Enquanto o estresse não for prolongado, ele é inofensivo.

Uma nova pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revela esse lado positivo enquanto reforça quão importante é manter o estresse sob controle. O estudo, liderado pela pós-doutora Elizabeth Kirby, descobriu que o início do estresse estimula o cérebro a produzir novas células responsáveis pela melhora da memória.

No entanto, este efeito apenas acontece quando o estresse é intermitente, ou seja, não é contínuo. Em outras palavras, quando a situação de tensão se torna um estado prolongado, ela suprime a capacidade do cérebro de desenvolver novas células. “Eventos estressantes intermitentes são, provavelmente, o que mantêm nossos cérebros mais alertas, e você é capaz de desempenhar tarefas melhor quando você está alerta”, diz Kirby.

E o que podemos fazer para nos controlarmos melhor nestas situações?

10. Aprecie o que você tem

Tirar um tempinho para ser grato pelo que você tem não faz bem apenas para o seu lado espiritual, mas principalmente para sua própria saúde. Esta atitude melhora o seu humor porque reduz o cortisol, o hormônio do estresse, em 23%. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, EUA, descobriu que as pessoas que costumam cultivar uma atitude de gratidão possuem bom humor, energia e bem-estar físico elevados. É provável que os níveis mais baixos de cortisol desempenhem um papel importante neste sentido.

9. Evite se perguntar “e se?”

Ah, as palavrinhas mágicas “e se?”… Pensamentos assim só jogam lenha na fogueira do estresse e da preocupação. Não temos controle de diversos aspectos de nossas vidas e quanto mais tempo você gasta se preocupando com as possibilidades, menos tempo você tem para se focar na tomada de medidas que irá acalmá-lo e manter seu estresse sob controle. Pessoas calmas sabem que se perguntar “e se?” não nos leva a lugar algum.

8. Mantenha-se otimista

Pensamentos positivos ajudam a tornar o estresse intermitente, concentrando a atenção do seu cérebro para algo que é completamente livre dessa emoção ruim. Qualquer pensamento positivo vale. Quando as coisas estão indo bem, isso é relativamente fácil; porém, quando nem tudo é um mar de rosas, pode ser um desafio. Nesses momentos, pense no seu dia e identifique uma coisa positiva que aconteceu, não importa quão pequena. Se não for capaz, reflita sobre o dia anterior, a última semana ou mesmo um evento emocionante que está por vir. Tenha algo de positivo para mudar a sua atenção quando seus pensamentos se tornam negativos demais.

7. Desligue-se

Quando você concorda em ficar disponível para o seu trabalho 24 horas por dia, 7 dias por semana, você se expõe a uma constante enxurrada de situações potencialmente estressantes. Obrigar-se a ficar off-line ou até mesmo – pasmem! – desligar seu telefone celular dá ao seu corpo a pausa de que necessita dessa fonte constante de estresse. Estudos têm mostrado que algo tão simples como deixar de verificar o e-mail por um tempo pode diminuir os níveis de estresse.

6. Limite sua ingestão de cafeína

Beber cafeína provoca liberação de adrenalina – a resposta do nosso organismo que nos obriga a levantar e lutar ou correr para as montanhas, quando somos confrontados com uma ameaça. Isso é ótimo quando um urso está te perseguindo, mas não tão bom quando você precisa responder um e-mail do seu chefe. Quando a cafeína começa a fazer efeito, as emoções passam a controlar seu comportamento. O estresse que a cafeína cria está longe de ser intermitente, além de a substância demorar para ser eliminada do organismo.

5. Durma

Quando você dorme, seu cérebro – assim como a bateria de seu celular – recarrega, passando pelas memórias do dia e armazenando-as ou descartando-as, para que você acorde alerta e lúcido. O seu autocontrole, sua atenção e sua memória ficam reduzidos quando você não dorme direto: a privação de sono aumenta os níveis de hormônio do estresse por conta própria, sem que você passe por situações estressantes. Uma boa noite de sono vai te dar o poder de manter as coisas sob controle.

4. Nunca diga “nunca”

Quanto mais você se deixa levar por pensamentos negativos, mais poder eles exercem sobre você. A maioria dos nossos pensamentos negativos são apenas isso: pensamentos, e não fatos. Pode apostar que suas ideias jamais são verdadeiras todo momento que você usa palavras como “nunca”, “pior”, “jamais”, etc. Identificar e rotular seus pensamentos como pensamentos, separando-os dos fatos, vai te ajudar a escapar do ciclo de negatividade e te abrir caminhos em direção a uma nova perspectiva positiva.

3. Reformule suas perspectivas

O estresse e a preocupação são alimentados por nossa própria percepção distorcida dos acontecimentos. É fácil pensar que prazos curtíssimos, chefes sem noção e trânsito engarrafado são as razões pelas quais estamos tão estressados o tempo todo. Mas, se você não pode controlar as circunstâncias, você pelo menos pode controlar como responde a elas. Se você está sempre repetindo frases genéricas como “está tudo errado” ou “nada vai dar certo”, você precisa reformular a situação. Uma ótima maneira de corrigir esse padrão de pensamento improdutivo é listar as coisas específicas que realmente não estão dando certo. Muito provavelmente você vai elencar apenas algumas coisas – em vez de absolutamente tudo – e, dessa forma, poderá enxergar que as situações estressantes são bem mais limitadas do que inicialmente pareciam.

2. Respire

Quando você está se sentindo estressado, tire um tempo para se concentrar na sua respiração. Feche a porta, deixe de lado todas as outras distrações e apenas sente em uma cadeira e respire. Concentre-se no ato de inspirar e expirar. Isso parece simples, mas é muito difícil manter essa concentração por mais de um ou dois minutos. Se você não conseguir ficar focado apenas na sua respiração, tente contar cada inspiração e expiração até chegar a 20, e, em seguida, começar de novo a partir do um. Essa tarefa pode parecer meio bobinha, mas você vai se surpreender com a calma que sentirá logo depois, e quão mais fácil ficará se desvencilhar de pensamentos que antes te incomodavam o tempo todo.

1. Confie nos outros

É tentador, porém ineficaz tentar lidar com tudo sozinho. Para ser calmo e produtivo, você precisa reconhecer suas fraquezas e pedir ajuda sempre que você realmente precisar. Na maioria das vezes, outras pessoas podem ver uma solução que você não consegue simplesmente porque elas não estão tão emocionalmente envolvidas na situação. Pedir por ajuda atenua o estresse e fortalece seus relacionamentos com aqueles em quem você confia. Eles terão prazer em poder te ajudar no que quer que seja. [Forbes]

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Dr. Ben Carson fala sobre educação contra o aborto

Vários anos atrás, fui consultado por uma mulher jovem que tinha 33 semanas de gravidez e estava a caminho de Kansas para fazer um aborto. Eu informei a ela das várias opções disponíveis para além do aborto, e ela decidiu ir adiante com a gravidez, ainda que a criança tivesse hidrocefalia e fosse precisar de uma intervenção neurocirúrgica algumas semanas após o nascimento. Ela manteve o bebê e ama a criança linda que ele se tornou.

Um par de décadas atrás, eu vim para a unidade pediátrica de cuidados intensivos em jornadas matinais e me contaram de uma menina de quatro anos que havia sido atropelada por um caminhão de sorvete e estava em coma, exibindo pouca função neurológica à exceção de pupilas reativas. Eu testei seus reflexos pupilares, e ambas as pupilas estavam fixas e dilatadas.

A equipe me indicou que isso era algo que devia ter acabado de ocorrer. Eu agarrei a cama e, com alguma ajuda, transportei a menina rapidamente para a sala de cirurgia para uma craniotomia de emergência. Esbarrei no caminho com um neurocirurgião sênior, que me disse que eu estava perdendo meu tempo e que, na melhor das hipóteses, poderíamos acabar com alguém em estado vegetativo.

Mesmo assim, concluímos a operação e, alguns dias depois, suas pupilas ficaram reativas, e ela acabou saindo do hospital. Eu a vi alguns anos atrás andando pelo hospital com a sua própria filha de quatro anos. Ela estava neurologicamente totalmente intacta e me disse que havia se tornado uma espécie de celebridade em função da experiência que acabo de relatar.

O que essas duas histórias têm em comum? Ambas envolvem vidas preciosas que poderiam facilmente ter sido descartadas.

Toda a minha vida profissional foi dedicada a salvar e melhorar vidas. Assim, a ideia do aborto por razões de conveniência não me atrai. Eu conheci pessoalmente várias pessoas que me disseram que suas mães chegaram a considerar a ideia do aborto, mas felizmente decidiram rejeitá-la.

A maioria de nós instintivamente quer proteger criaturas indefesas e às vezes não mede esforços para fazê-lo. Os comerciais de televisão sobre animais que sofrem abusos são pungentes e, como sociedade, às vezes atrasamos ou cancelamos grandes projetos de construção para proteger um inseto, anfíbio ou peixe que estejam “em perigo”. No entanto, muitos de nós fazem vista grossa para a matança desenfreada de milhões de bebês humanos indefesos, que são muito mais sofisticados do que algumas das outras criaturas, quando nada está em jogo além da conveniência de um ou de ambos os pais.

Não estou dizendo que devemos abandonar nossos esforços para salvar filhotes de focas e uma série de outros animais. Eu estou dizendo: Não devemos considerar adicionar fetos humanos e bebês à lista?

Assistir ao desenvolvimento do feto humano é inspirador. Em menos de três meses a partir da concepção, os pequenos pés e mãos são bastante reconhecíveis, e diversas características faciais fazem deles fofos, ainda que muito pequenos. Desde o primeiro dia, os neurônios do cérebro estão se proliferando em uma taxa que vai render um escalonamento de 100 bilhões de neurônios até o nascimento. Em questão de nove meses desde a concepção, temos um ser humano que vive, respira, come, emite sons e que apenas dois meses mais tarde se torna interativo socialmente.

Algumas pessoas se opõem a que as mulheres grávidas vejam imagens de ultrassom de seus bebês em desenvolvimento, porque elas não querem que seja desenvolvido um vínculo emocional. Uma contemplação cuidadosa e imparcial, no entanto, pode levar à conclusão de que tal vínculo é essencial para a sobrevivência da humanidade. Agricultores de sucesso nutrem e protegem suas colheitas em crescimento, e se as condições ameaçam suas colheitas, eles fazem o que é necessário para protegê-las. Ao invés de atacar a analogia, pense no quão mais preciosa que um pé de milho é uma vida humana.

É importante tentar compreender o estado emocional de mulheres jovens que procuram um aborto. Em vez de julgá-las e condená-las, precisamos oferecer compaixão e apoio. Elas precisam ser providas de acesso fácil a serviços de adoção e informações sobre a assistência disponível a elas, caso elas decidam ficar com o bebê. Eu visitei muitas instalações aquecidas e convidativas em todo o país, que existem apenas para o propósito de ajudar essas jovens.

É igualmente, senão mais, importante chegar a essas mulheres jovens antes que elas engravidem. Esqueça aquelas pessoas politicamente corretas que dizem que todos os estilos de vida são iguais, e informe a essas jovens sobre as verdadeiras consequências de ter filhos fora do casamento, sem ser financeiramente independentes. Precisamos fazer com que elas entendam que podem proporcionar uma vida muito melhor para si e para seus filhos quando planejam com antecedência e se valorizam de forma adequada.

Como uma sociedade, nós não podemos ter medo de discutir questões sociais e morais importantes. Nossa herança como nação é construída com base em compaixão, perdão e compreensão. Coragem também é de vital importância, porque aqueles que permanecem com princípios e valores divinos serão atacados.

A tentativa de caracterizar o amor e a compaixão para com a vida humana como uma “guerra contra as mulheres” é enganosa e patética. Nós, o povo, devemos parar de nos deixar ser manipulados por aquelas pessoas com agendas que não incluem o respeito pela santidade da vida. [...]

Pense sobre isso: quando uma mulher está grávida, o que acontece? As pessoas se levantam e lhe oferecem seus lugares; elas saem do caminho e dizem “você, primeiro”. Há um grande respeito e amor por mulheres grávidas. Não há guerra contra elas; a guerra é contra os bebês delas. Essa é a guerra que há. Bebês que não podem se defender sozinhos. Ao longo das últimas décadas, destruímos 55 milhões deles. E temos o descaramento de chamar outras sociedades do passado de pagãs. O que precisamos fazer é reeducar as mulheres para que elas entendam que são as defensoras desses bebês, não as destruidoras desses bebês. Precisamos que elas entendam isso. [...]

Há um monte de pessoas que diz: “Concordo com você. Eu acho que é errado, e eu nunca faria um aborto, mas eu acho que não tenho o direito de impor meus sentimentos aos outros.” Essa pode ser a resposta de muitas pessoas, mas suponha que os abolicionistas tivessem pensado assim nos séculos XVIII e XIX. Suponha que eles tivessem dito: “Eu não vou possuir escravos. Eu realmente acho que a escravidão é errada, mas, se você quiser ter os seus, tudo bem.” Se os abolicionistas tivessem tido essa atitude, onde estaríamos agora? Temos que lidar com essas grandes questões morais, e o aborto é uma questão importante para a nossa geração. Você não pode simplesmente enfiar sua cabeça na areia.

“O consumismo da elite é desespero”

Flávio Gikovate não tem um divã. Quando um paciente chega ao consultório dele, num dos endereços mais caros de São Paulo (a Rua Estados Unidos, nos Jardins), encontra primeiro uma fachada de cimento queimado com portas altas de correr. Depois, pode tomar café na recepção térrea, entre um jardim interno envidraçado e telas coloridas de Claudio Tozzi. Na hora da consulta, sobe por uma escada sem paredes laterais até a sala do psiquiatra e se senta: ou num sofá, ou numa poltrona bem confortável de couro preto. Mas divã, como no nome de seu programa semanal na rádio CBN (No Divã do Gikovate), não tem. “Sempre trabalhei assim, prefiro olho no olho”, diz. Talvez seja o olho no olho, talvez seja o método da “psicoterapia breve” e a promessa de alta em seis meses – que faz com que ele atenda 200 pacientes por ano. Fato é que Gikovate se tornou o confidente de alguns dos empresários e executivos mais bem-sucedidos do país. [Leia a seguir alguns trechos da entrevista.]

Dinheiro anda comprando mais felicidade ou infelicidade?

Esses dias uma moça me perguntou se era possível ser feliz sendo pobre. Estudos de Harvard mostram que se faltar dinheiro para o básico – saúde, comida – provavelmente o indivíduo não consegue ser feliz. Algum para o supérfluo também é importante. Agora, de um ponto para cima, ele pode atrapalhar bastante. O consumismo é muito mais fonte de infelicidade do que de felicidade. O prazer trazido é efêmero, uma bolha de sabão – e em seguida vem outro desejo. Ele gera vaidade, inveja, uma série de emoções que estão longe de qualquer tipo de felicidade. E tudo vira comparação. Outro estudo diz que um indivíduo que ganha US$ 40 mil numa comunidade em que a média é de US$ 30 mil é mais feliz do que se ganhar US$ 100 mil e a média for de US$ 120 mil.

A elite brasileira é consumista demais?

Comecei a trabalhar em 1967, vi a chegada da pílula [anticoncepcional] e a emancipação sexual dos anos 60. Na época, achava-se que essa liberdade iria “adoçar” as pessoas. “Faça amor, não faça guerra.” Mas sexo e amor são coisas diferentes. É triste ver que os ideólogos daquela revolução estavam totalmente errados, porque a emancipação sexual aumentou a rivalidade entre os homens e entre as mulheres, foi criado um clima de competição, atiçou tudo que tinha de ruim no ser humano. Foi um agravador terrível do consumismo. Em países de Terceiro Mundo – e, intelectualmente, aqui é quase Quarto Mundo –, a elite só piorou nesse tempo. É uma elite medíocre, ignorante, esnobe. Na Europa e nos EUA, o exibicionismo da riqueza é muito menor. Na Europa, as pessoas consomem qualidade, não quantidade. Elas têm uma bolsa cara, mas não mil bolsas, para fazer disputa. Aqui há um comportamento subdesenvolvido e medíocre. E totalmente competitivo. As festas de casamento e de 15 anos são patéticas. A próxima festa tem de ser maior. Isso é sem fim. É sofrimento, é infelicidade. A quantidade e o volume com que as pessoas correm atrás dessas coisas é desespero.

Então o sexo é culpado pelo consumismo?

Desde o início, o erótico está acoplado ao consumismo. Nos anos 20, foi preciso introduzir novos produtos que não tinham a ver com necessidades, como o xampu. A ideia que tiveram foi acoplar um desejo natural a um desejo que se queria criar. Então botavam uma mulher gostosa para vender xampu. O consumismo sempre esteve relacionado ao erótico, não ao romântico. O romântico é o anticonsumismo. As boas relações amorosas levam as pessoas a uma tendência brutal ao menor consumismo. A verdadeira revolução, se vier, vai estar mais ligada ao amor do que ao sexo. [...]

Você às vezes se sente estressado?

Cansado. É diferente. Mas às vezes fico um pouco acelerado no pensamento, o que eu não gosto, porque empobrece a reflexão. Tenho a sensação de que o tempo ficou curto, de estar sempre devendo alguma coisa. Você se sente sempre em falta com um livro que não leu, um filme que não viu. Quando eu era moço, tinha cinco ou seis filmes importantes por ano para ver. Hoje, tem cinco filmes por mês. E bons! [...]

E quando as pessoas muito ricas são felizes, o que costuma levar a isso?

Os executivos que se sentem realizados são aqueles que gostam do que fazem. Às vezes, ficam até viciados. Mas a maior felicidade das pessoas ainda é quando conseguem estabelecer vínculos amorosos de qualidade. Tanto faz ser executivo ou não. É o que tem de mais importante. Gostar do que se faz e ter uma boa parceria sentimental talvez sejam as duas principais fontes de felicidade nesse nosso mundo.

(Época Negócios)